Nossa Senhora do Rocio

Nossa Senhora do Rocio

Há ainda inúmeros registros do socorro da Virgem do Rocio prestado aos marinheiros em violentas tempestades e tragédias no mar, os quais se tornaram seus devotos e a homenagearam com procissões e comoventes romarias pelas ruas da cidade, rumo ao Santuário. É o caso do navio "Raul Soares", no dia 26 de junho de 1931; do navio "Philadélphia", em julho de 1931; e do navio "Maria M", no dia 08 de agosto de 1932.
Nossa Senhora do Rocio

O culto à Virgem do Rocio teve inicio no séc. XVII, logo após a elevação do pelourinho em Paranaguá, em 1648. Quando, em 1686,os habitantes desta Vila, às margens de sua baia, foram assolados por uma peste, essa gente recorreu aos favores de Maria, Mãe de Jesus, invocada neste título, para que os livrasse desta terrível lamúria. Desde aí, esta Virgem vem sendo o socorro dos aflicões dos devotos católicos paranaenses. Rocio era o perímetro das Vilas, onde terminava a povoacão, o arruamento, e comecava a se condensar orvalho matutino. Rocio quer dizer orvalho, em português arcaico Nossa Senhora do Rocio é Nossa Senhora do Orvalho Matutino, Nossa Senhora do Amanhecer.

Histórico

A referência histórica mais antiga é de 1686, quando da epidemia chamada "Peste da Bicha", em Paranaguá, narrada por Vieira dos Santos, quando a cidade contava com apenas 38 anos de fundação e a devoção à Virgem do rocio já havia conquistado a população que a cultuava num modesto oratório doméstico, próximo à praia, onde fora encontrada por pescadores. Em fases sucessivas de acontecimentos, esta devoção tem longa história até o estágio atual. Entre outras seguem-se algumas datas marcantes. Em 1939 a imagem de Nossa Senhora deixou seu Santuário em Paranaguá, para ser transportada à Curitiba, em viagem triunfal, a fim de presidir os atos que marcaram o Jubileu da Congregação Mariana da Catedral. Em 1948, pelo Jubileu Episcopal de D. Ático Eusébio da Rocha, Arcebispo Metropolitano, realizou-se o 1º Congresso Mariano do Paraná, que antes do atual decreto tinha um sentido apenas popular. Em 1953, pela terceira vez a imagem esteve em Curitiba para presidir o Congresso Eucarístico Nacional, na oportunidade, o Paraná comemorava o seu 1º Centenário da Emancipação Política. Nessa ocasião, a imagem peregrinou também durante 105 dias, pelo interior do Estado.

Segundo nos relata o historiador paranaense Vieira dos Santos, já em 1686 os habitantes da então Vila de Paranaguá "haviam recorrido aos favores da Virgem do Rocio para que os livrasse da terrível peste que assolava o litoral, nessa época". Antes dessa data, sabemos somente que um pescador chamado Pai Berê achou a imagem que é de Nossa Senhora do Rosário, em estilo barroco. Uma lenda diz que ele retirou a imagem da margem da baía na rede, enquanto pescava. Outra diz que a encontrou num campo de rosas loucas, no barranco à beira da baía. Por um tempo ficou num oratório na casa de Pai Berê , onde se tornou objeto da devoção dos pescadores, sendo batizada com o nome de Nossa Senhora do Rocio.

"O culto à imagem se difundiu, aumentando a fé e a esperança em Nossa Senhora do Rosário do Rocio, atraindo devotos não somente das redondezas, mas também da Vila" (Waldomiro Ferreira de Freitas, Aspecto Histórico e Turístico de Paranaguá).

Milagres atribuídos a Nossa Senhora do Rocio

Através dos anos, a devoção cresceu até o milagre que deu fim a peste, em 1686, milagre que se repetiu ao longo dos séculos em inúmeras ocasiões em que a Santa do Rocio atendeu aos seus devotos com curas individuais e coletivas, como nos casos da Peste Bubônica, em 1901 e da Gripe espanhola, em 1918.

Há ainda inúmeros registros do socorro da Virgem do Rocio prestado aos marinheiros em violentas tempestades e tragédias no mar, os quais se tornaram seus devotos e a homenagearam com procissões e comoventes romarias pelas ruas da cidade, rumo ao Santuário. É o caso do navio "Raul Soares", no dia 26 de junho de 1931; do navio "Philadélphia", em julho de 1931; e do navio "Maria M", no dia 08 de agosto de 1932.

Oração a Nossa Senhora do Rócio

Virgem Gloriosa do Rocio, Mãe e Rainha de teu filhos todos,
eis-nos aqui para te louvar, te bendizer
e agradecer por tudo que somos, por tudo que temos,
por tudo que fomos chamados a ser.

Humildemente pedimos, ó Mãe bondosa,
o teu olhar misericordioso
sobre todos os nossos momentos de desamor,
sobre todos os nossos pecados.

Imploramos aos teus pés, Mãe querida do Rocio,
aquela chuva de graças sobre graças para nossa Pátria
as nossas famílias, os nossos filhos, os idosos,
os doentes e aflitos, os deprimidos e os excluídos.

Fortalece as nossas comunidades, faze crescer o Reino da Paz,
da justiça, do amor, do perdão e da misericórdia.

Virgem Senhora do Rocio, Santa Mãe querida,
abençoa - nos, protege-nos,
leva-nos ao encontro eterno com teu Filho Jesus.

Amém. Assim seja!
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