Freira - Freiras

Freira

freira (frei-ra)

s. f.

Religiosa professa; soror, monja; mulher que pertence a uma ordem religiosa e que dedica sua vida aos objetivos da comunidade.

Introdução

A Freira é a designação dada a uma mulher que renunciou a vida comum em sociedade e optou recolher-se em um convento ou mosteiro, passando a ter uma vida inteiramente dedicada aos serviços religiosos.

As freiras são mulheres consagradas a Deus, que assumem os compromissos da castidade, da obediência e da pobreza por meio de votos. Geralmente as freiras desenvolvem obras de caridade, de educação a crianças e jovens, entre outros tipos de apostolado. As freiras, por norma, fazem parte de ordens ou congregações religiosas de características mendicantes.


A Vida Enclausurada Carmelita

A Vontade de Deus É a Nossa Paz

O propósito da vida carmelitana é preciso. É uma vida de oração e sacrifícios pela santificação dos sacerdotes e a salvação das almas. É uma participação, uma partilha e um auxílio na vida sacerdotal. O trabalho da Freira Carmelita é trabalhar pelas almas, rezar e fazer penitência por aqueles que não rezam ou não fazem penitência por eles mesmos. Consciente de que esse belo mas exigente trabalho está acima de seu poder humano levá-lo a termo, ela humildemente depende da graça de Deus e Seu misericordioso amor para ajudá-la. Ele nunca falta para dirigir e para ensinar a sincera e generosa alma que procura fazer somente a Sua vontade.

Tudo é feito num espírito de alegre simplicidade. Nossa Santa Mãe, Santa Teresa D’Ávila, não teve amor pelos “santos de rostos tristes” e legou a cada uma de suas filhas Carmelitas, uma parte de seu próprio espírito caloroso e gracioso de alegria. A vida do Carmelo, embora necessáriamente seja uma vida de trabalhos e mortificação, é bem certamente também uma vida de maior felicidade e paz. Como é possível que uma irmã não possua uma profunda paz quando Deus lhe deu a garantia de Seu amor por lhe presentear com tão linda vocação? As Carmelitas regozijam-se por viver e trabalhar na Sua presença.

Conversa com Cristo

Orar sem cessar com uma perfeição maior possível é uma meta muito importante para a Carmelita. É também um dever. Os jejuns, penitências, silêncio e solidão mandados pela Santa Regra são necessários para a oração ser genuína e frutífera. Estas práticas promovem o espírito de recolhimento, então muito desejado pela alma que deixa o mundo de lado para viver em união com Deus. Jesus deseja comunicar-se e dar-se em amor. É Sua intenção que esta sagrada união com Sua esposa Carmelita produza abundantes frutos nas almas de outros.

Os tempos de Oração formal são a Liturgia Tridentina da Santa Missa (Missas em latim) e o Ofício Divino, e duas horas de oração mental. O tempo de trabalho não é menos pleno de oração do que o tempo passado no coro (a capela do mosteiro). O dia inteiro é marcado pelo recolhimento e o contínuo esforço por viver a santidade e perfeição por amor do Divino Mestre.

Deus Ama a Quem Dá com Alegria

A solidão da Carmelita é alegremente equilibrada com uma amorosa vida de comunidade por que ela compartilha dos interesses, deveres e alegrias de sua família em Cristo. Ela tem companheiras em seu esforço para perfeição, Irmãs que ajudam na guiando, encorajando e apoiando em sua ascensão ao Monte Carmelo.

O vínculo forte, tão característico do Carmelo, é fortalecido pela recreação diária, durante a qual a Carmelita aproveita da companhia de suas Irmãs em descontraída e alegre conversa.

Todas as freiras executam suas tarefas diárias e deveres num espírito de caridade e apoio mútuos com um interesse generoso e sincero para o bem de todas. Cada uma compartilha no trabalho manual do dia-a-dia para suprir as necessidades da comunidade.

Servir a Deus É Reinar!

A vocação de uma Carmelita é uma vocação de grande alegria. É uma alegria para aquelas que sabem que é um privilégio servir a Deus na humildade, no silêncio e na vida escondida. A Carmelita tem grande esperança no Sagrado Coração de Jesus e em Nossa Senhora do Carmo, cujo Hábito sagrado é para ela um privilégio usar. Ela vive de acordo com a observância tradicional Carmelita, esforçando-se por responder com um devotamento desinteressado ao chamado de Deus nestes dias difíceis na história da Igreja e do mundo.


Irmãs Clarissas

Colaborar com o Senhor

Para muitos é um mistério o cotidiano de uma religiosa de clausura. Não é raro surgir a pergunta: “Irmãs o que fazeis?” Espontaneamente aflora o sorriso no semblante da Clarissa que está a ouvir. Quantas coisas, meu Deus, temos no programa de nosso dia!... Na verdade, como diz a Mãe Santa Clara, somos “colaboradoras do Pai” na obra de AMOR que ele continua a operar no mundo e nas almas. Esta colaboração é realizada de maneira simples nas inúmeras solicitações que surgem. Desde o despertar até a última oração do dia (Completas), tentamos colaborar com o Senhor. É esta a única ocupação de uma Clarissa.

O nosso dia envolve atividades específicas que fazem parte da organização monástica: Ofício Divino, Eucaristia, Oração Mental, Adoração, trabalhos diversos, estudo, reunião comunitária, contato com as pessoas que nos procuram para conversar (aconselhamento ou pedido de orações), recreações, etc. Todos esses momentos formam uma unidade que dá a vida aparentemente comum e rotineira da Clarissa.

Ofício Divino

O horário é organizado em cada Mosteiro, segundo as circunstâncias próprias, todos têm muito em comum, pois é o espírito de Clara que faz de todos uma única “grei”, um “pequeno rebanho”.

Assim o sino que desperta as Irmãs soa mais ou menos pelas cinco horas da manhã convidando-nos à generosidade e a iniciarmos um novo dia de colaboração. Por tradição, nos Mosteiros que tem Irmãs em número suficiente tem lugar a Adoração noturna ao Santíssimo Sacramento (uma hora para cada irmã), assim sendo, o Ofício das Leituras é rezado de Manhã antes de Laudes (Louvor da Manhã).

Se o Oficio é ferial ou celebra-se uma memória simples, comemos a comida mais comum que tivermos, fazemos nosso trabalho habitual com hábitos de trabalho e temos uma hora de recreio à noite. Nos dias de penitência, a recreação é omitida. Mas quando o Ofício é Solene, as Irmãs florescem em seus véus de ‘domingo’ e com seus ‘hábitos melhores’, fazendo que chamamos de “trabalho de gola engomada” – pintura, crochê, estudo de música, etc. Há em geral hora extra de recreação nesses dias, ninguém é obrigado a fazer remendos, nem ir cavar a horta, faz-se pequenos trabalhos. Mas, melhor do que tudo, pode-se passar mais tempo no Coro (lugar onde as Irmãs participam das celebrações litúrgicas).

Essa questão de vestir-se de acordo com a liturgia pode parecer sem importância, mas na verdade não é assim. No mundo, as pessoas vestem-se para determinadas ocasiões, nós vestimos nossos hábitos melhores para solenidades litúrgicas porque estas são os grandes acontecimentos do nosso dia. Faz parte do espírito franciscano, uma Clarissa tem profundo respeito por tais ocasiões e elevar todos os aspectos materiais de sua vida a um plano espiritual, é sinal, não de um capricho infantil, mas de uma profunda e convicta prática da verdadeira espiritualidade.

Santa Clara dedicou um capítulo de sua Regra ao Ofício Divino, desejando que cada Clarissa tenha um breviário. “Elas deverão recitar o Ofício Divino segundo o costume dos Frades Menores, podendo, por conseguinte, ter breviários”.

De modo especial o Ofício Divino é usado pelas Clarissas para suprir a oração que cada homem deveria dirigir a Deus, pois é a oração oficial da Igreja.

Meditação e Celebração Eucarística

Após a oração de Laudes, segue-se a hora de meditação individual em que cada Irmã é livre de escolher o método que mais lhe agrade e é neste momento forte de oração pessoal que se revê o ‘fogo’ do amor e a nossa atitude de ‘colaboradoras’. Colocando-nos diante da Palavra de Deus ou de outro texto adequado para o momento, temos aqui um estimulante para o resto do dia, estimulante este que será incrementado pela recepção da Palavra viva na Celebração da Eucarística – centro do dia monástico, pois a vida da Clarissa gira em torno da Liturgia e da Celebração da Eucaristia, Sacramento dos Sacramentos, não pode deixar de ter uma importância capital em um Mosteiro Clariano.

O horário da Celebração Eucarística varia, conforme já foi dito, de acordo com a organização própria de cada Comunidade. No entanto, vemos que quase todas optam pela celebração matutina.

A Liturgia das Horas continua durante todo o dia a dirigir as nossas atividades; antes de dar início aos trabalhos rezamos Tércia (oração das 9 horas), nesta oração pedimos o auxílio do Espírito Senhor para que imprima a sua marca na ação de cada homem sobre a terra. O Ofício Divino, oração oficial da Igreja, é o meio de que mais nos servimos para apresentar ao Senhor as necessidades da Igreja e do mundo.

No santo serviço

Assim impulsionadas seguimos para o Refeitório entoando o “Veni Creator”.

A primeira refeição é simples e rápida, o mais importante neste momento é a benção que a Madre dá à Comunidade em nome de Santa Clara e acrescenta um bom estimulante: “Queridas Irmãs possa o Senhor conceder-lhes um bom dia. Comecemos o nosso trabalho com a benção de Deus” essa motivadora saudação é repetida em coro por todas as Irmãs.

Desde o Ofício de Leituras até Tércia dedicamos a nossa atenção indivisa e totalmente a Deus, temos portanto, razão para crer que o dia que inicia será um bom dia. Os primeiros frutos foram dados a Deus e consagrados ao Seu uso. Só nos resta esperar para ver que mistérios de amor e de graça Ele concederá nesse dia que se inicia. Cada dia vivido para Deus é uma rara aventura; uma Clarissa sente isso intensamente ao deixar o refeitório cada manhã, com sua alma refrescada por tantas bênçãos e com o seu corpo fortificado com o alimento que a providência preparou.

Agora, é como se o Mosteiro estendesse os seus longos claustros como braços e começam a sair pelas janelas com a luz do sol os sons mais variados, máquinas de costura, baldes e vassouras; não demora as panelas começam a sair dos armários e o odor da próxima refeição não tarda a surgir. Uma Irmã ou outra atravessa o claustro com seu hábito remendado e pressurosa dirige-se para a horta ou jardim, onde longas raízes de ervas daninhas as espera ou algum canteiro a ser cavado ‘pede misericórdia’. Não são raras as vezes que, após o café, a Madre lança o convite: ‘Irmãs vamos fazer um mutirão na horta?’ E sem tardar surge uma e mais outra candidata, para alegria e motivação da Irmã hortelã. Umas cortam a grama, outras pegam na enxada e ainda outras varem onde é preciso, trabalho não falta na vinha do Senhor!

A Irmã sacristã segue para o seu belo ofício a verificar o que falta para que tudo funcione bem. A Irmã porteira já saiu ao ouvir o toque da campainha e quase sempre vem com surpresas trazidas por algum benfeitor ou a notícia de que alguém espera no locutório precisando de quem o escute nas suas aflições.

O silêncio que impregna o Mosteiro durante as horas de trabalho é uma quietude cheia de sons atarefados, e nos trabalhos mais variados em que cada Clarissa se ocupa, a própria Liturgia assume sons e cheiros.

Ouve-se a tentativa incansável da Irmã encarregada de dar início aos salmos nos pungentes últimos responsórios do Advento e se teus pés começam a acompanhar as encantadoras melodias natalinas que a Irmã organista está a praticar, isso faz com que o teu coração se lembre que os “montes já estão aplainados” e que o Natal se aproxima e assim acontece com os demais momentos litúrgicos.

Pausa para Oração

O zunido dos trabalhos pára às onze horas mais ou menos, quando são cantados os ofícios de Sexta e Noa; em alguns Mosteiros reza-se antes a Coroa das Sete Alegrias no Tempo Comum, Advento, Natal e Páscoa e na Quaresma a Coroa das Sete Dores, dando assim lugar a meditação das gloriosas virtudes de Maria, nossa Rainha e Modelo. Em outros Mosteiros divide-se as duas horas rezando entre 11 e 12 horas, Sexta e pelas 15 horas, Noa.

Mais uma vez o Mosteiro mergulha alegremente no seio de Deus; toda a sua vida volta a unir-se nas vozes das Irmãs que cantam. Se estamos no verão vamos para as refrescantes sombras do coro com nossos hábitos do dia com os pés a gozar a frescura do chão que nos sustenta durante este importante ‘trabalho’.

Sexta e Noa eram as horas canônicas que a Mãe Santa Clara mais apreciava, eram as suas preferidas por celebrarem especialmente a Crucifixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, freqüentemente rezava Sexta e Noa com lágrimas a lhe correr pela face, tal era a perfeita sintonia entre o seu ardente coração com Aquele Coração que fora transpassado na Cruz.

Vós que sois o Imutável, Deus fiel, Senhor da História,” cantamos no hino de Noa e imediatamente as tristezas da Crucifixão aumentam e perfumam nossas almas com essa gloriosa exclamação que afirma a estabilidade da vida monástica baseada na Imutabilidade de Deus.

Uma vez cantado o Ofício, examinamos as nossas consciências, nesse meio tempo ouvimos o toque do Ângelus e recordamos nesta oração que agora fazemos, o início do Mistério da Encarnação e mais uma vez colocamo-nos sob o manto da Mãe Imaculada. Ditas as orações pelos benfeitores, cuja caridade atende às nossas necessidades, dirigimo-nos para o refeitório rezando alguma Ladainha ou oração apropriada. Nos domingos e dias de Festa cantamos algum canto que corresponda a ocasião. Durante a refeição há leitura de um livro ascético.

Após o almoço lavamos a louça e seguimos novamente para o Coro rezando alguma oração à Virgem Maria, à Santa Clara e nas sextas-feiras tem lugar o Miserere e no sábado Tota Pulchra. Neste momento algumas Comunidades rezam pelos benfeitores e intenções recomendadas, outras rezam o ofício de Noa terminadas as orações segue a Adoração ao Santíssimo que permanece exposto.

A adoração tem início logo após a Celebração Eucarística e prolonga-se por todo o dia. Aos domingos e dias santos podemos ficar longas horas em Adoração como outrora Clara, normalmente temos uma hora livre para Oração pessoal e repouso após o almoço.

Oração das Vésperas

Até as 17 horas, mais ou menos, dispersam-se voltando aos seus trabalhos até que soe o sino para Vésperas (Oração da Tarde). Essa é a grande linha divisória do dia monástico. Se o ofício do dia seguinte é solene vamos as primeiras vésperas com os nossos hábitos “melhores”. Todos os corações voltam-se agora para um novo dia. Todas as coisas dirigem-se, então, para a Festa vindoura, tudo se torna uma preparação para a Santa Missa e Comunhão do dia seguinte, devido a isso o ofício de Vésperas tem uma singular solenidade, tendo trabalhado todo o dia encontramos repouso junto do Senhor e saboreamos a recitação dos salmos e como Maria a “nossa alma glorifica o Senhor” por todas as maravilhas operadas por Ele neste dia que chega ao ocaso, terminada esta oração de Louvor Vespertino tem lugar alguns minutos de meditação ou leitura pessoal.

Angelus, sob o manto protetor de Maria

Novamente o sino nos chama a atenção com mais três badaladas, são 6 horas da tarde e a oração do Angelus nos coloca sob o manto protetor de Maria. Mais alguns minutos de silêncio e encerramos o Santíssimo e dirigimo-nos para o refeitório ao som de alguma Ladainha. Na oração que antecede a refeição temos a oportunidade de pedirmos perdão umas às outras por qualquer coisa que durante o dia tenha sido causa de mortificação para nossa co-Irmã. Cada Irmã pede às suas companheiras para rezar afim de que na manhã seguinte estejam preparadas para participar dos sagrados mistérios e tudo para glória de Deus e pela própria salvação. A Abadessa recomenda então as intenções de nossos governantes e superiores espirituais e de todos aqueles que foram recomendados às orações da Comunidade naquele dia. É uma pequena cerimônia que purifica e transforma. Perseguimos na refeição sentindo-nos perdoadas, prontas para recomeçar.

Após o jantar, que no Mosteiro chamamos de Colação, lavamos a louça, a porteira termina de fechar as portas e janelas, outras regam as plantas e fica um pequeno espaço de tempo para uma visita ao Santíssimo e preparar a cela (quarto) para o repouso noturno.

Momento do Recreio

Pelas 19 horas soa o sino para o recreio, este é o que todas esperam no final de um dia de trabalho silencioso, no recreio enquanto conversamos nossas mãos trabalham em alguma costura, crochet, bordado, pintura, etc. De fato, só o silêncio nos prepara para falarmos com proveito às nossas Irmãs. No recreio, partilhamos alguma idéia nova que surgiu durante o dia ou algo de divertido que se passou.

Orações da Noite... o Grande Silêncio...

Findo o tempo de recreação retornamos ao clima de silêncio e recolhimento e pela última vez durante este dia, nos dirigimos ao Coro onde são feitas as últimas orações em reparação das nossas faltas, e certas do perdão do Senhor podemos cantar confiantes: “Em Vossas mãos entrego o meu espírito”. A Abadessa dirige então às suas filhas a última benção do dia e estas, cônscias da proteção de sua mãe espiritual, dirigem-se confiantes para suas celas a fim de desfrutar do merecido repouso, depois de um dia de trabalho.

É o Grande Silêncio, o silêncio sagrado que vai até o próximo dia e termina com a oração de Tércia. O Mosteiro é envolvido num manto de silêncio, pois para que haja um sono tranqüilo é necessário o clima favorável, além do mais a noite é uma anfitriã que nos convida a uma intimidade maior com Aquele que é o motivo principal de estarmos aqui.

Como sentinelas...

Depois de algumas horas de sono, somos despertadas para Matinas que, nos Mosteiros onde não há Adoração perpétua, tem lugar à meia-noite. Esta hora é muito sugestiva, pois suscita os mais variados sentimentos em nossa alma que lembra de todos aqueles que perambulam durante a noite, e ainda de todos os que sofrem no corpo e no espírito; enfim de todas a chagas que dilaceram a humanidade.

Findo o Ofício retornamos à nossa cela (quarto) para mais algumas horas de repouso e novamente pelas 5 horas somos despertadas por nosso amigo fiel, o sino.

Clarissas no empenho de ser...

As Clarissas são mulheres muito ocupadas. Não vão loucamente de uma atividade a outra porque estão mais interessadas em ser do que em fazer. Mas realizam muito, mesmo nas questões materiais, justamente por esta razão. No rico silêncio da vida monástica, a energia que é poupada da tagarelice e do barulho flui em oração e trabalho.

No Mosteiro as tarde diferem de natureza. As tardes de segunda e terça-feira cheiram a roupa limpa, estas se empilham na sala da comunidade a espera de mãos que as dobrem ou cirzam. As tarde de sexta-feira são de aspecto humilde, como convém a horas dedicadas ao Capítulo monástico. As tarde de sábado têm olhos brilhantes e cheios dos murmúrios da preparação do domingo, Dia do Senhor.

Momentos Comunitários

O Capitulo semanal das faltas é um dos hábitos monásticos mais bonitos. Curvar-se tocar o chão com a testa e voluntariamente acusar-se de suas pequenas faltas públicas e falhas da semana que passou e humildemente pedir penitência para expiá-las.

Quem quer que seja pense que é humilhante admitir suas faltas e ser publicamente reprovada por elas nunca experimentou a pura alegria de que, se saber perdoado e amado. Ninguém acusa a outra num Capítulo de Clarissas. Cada noviça ou Irmã acusa-se a si mesma, espontaneamente. A Madre Abadessa é a única a corrigir, porque só dela jorra a graça peculiar para este momento, por meio da qual somos encorajadas a vencer as fraquezas do nosso caráter e temperamento e a endireitar a madeira tosca do nosso julgamento.

Durante o Capítulo Conventual, muitas recomendações são feitas às Irmãs. Freqüentemente a Abadessa consulta as Irmãs no Capítulo sobre assuntos referentes ao bem estar espiritual e temporal da Comunidade, lembrando o conselho da Mãe Santa Clara de que “Deus muitas vezes revela ao menor o que é melhor”. Um silêncio ainda maior cai sobre o Mosteiro depois do Capítulo das Culpas que foi sobretudo uma motivação para uma maior fidelidade à nossa Regra.

Além do Capítulo Conventual, em determinado dia do mês é feito o Retiro mensal, ocasião em que toda a Comunidade reflete sobre sua peculiar vocação. Faz parte do Retiro mensal a Reunião de Comunidade e Revisão de vida, onde juntas procuramos rever o andamento comunitário e encontrar os meios para sanar aquilo que por ocasião não vai bem. Ao sairmos da Reunião Comunitária, nos sentimos com ânimo renovado para iniciar o novo mês amparadas pelo incentivo e boa vontade das nossas Irmãs.

Além do Capítulo Conventual e da Reunião de Comunidade, há ainda o Dia de Deserto em que cada Irmã busca criar um ambiente semelhante ao deserto para renovar o vigor interior pelo contato com Deus. Durante o dia de Retiro, o sino não toca senão ao entardecer, a fim de reunir as Irmãs para a oração de Vésperas.

Também as contemplativas necessitam dos ditos “momentos fortes de oração”, para com mais eficácia exercer o seu apostolado na Igreja.

Na oração e no trabalho, no retiro e no contato com as pessoas que acorrem ao Mosteiro, as Clarissas têm uma única e mesma ambição: realizar em plenitude a sua vocação de “colaboradoras” com Deus em Sua obra de Redenção.


Quem são as Dominicanas de Santa Catarina de Sena ?

As Dominicanas de Santa Catarina de Sena formam uma Congregação Religiosa apostólica, feminina, fundada por Teresa de Saldanha (1837 - 1916), no século XIX, em Portugal, incorporada na Ordem Dominicana, tendo como protectora e modelo no seguimento de Jesus, Santa Catarina de Sena.

Teresa de Saldanha foi a primeira mulher fundadora, em Portugal, após a extinção das Ordens Religiosas, de 1834. Sentiu a urgência de fazer algo pelo seu País que se encontrava mergulhado na ignorância e no erro. Ao fundar uma Congregação religiosa tinha em vista, em primeiro lugar, regenerar Portugal. As circunstâncias, porém, levaram-na a outros países.

As Irmãs Dominicanas buscam o Absoluto de Deus, incarnando a contemplação e a acção, numa atenção permanente aos apelos de Deus no mundo. Para tal incorporam os elementos fundamentais do carisma Dominicano: oração, a vida fraterna em comunidade, o estudo e o apostolado.

Pretendem viver e expressar a misericórdia em gestos, serviços e fundações de educação, de solidariedade e compaixão para crianças, jovens e idosos. Querem dilatar e perpetuar a obra de Teresa de Saldanha junto dos pobres, dos famintos e ignorantes.

Hoje, como ontem, procuram:
Fazer o bem sempre e onde seja possível


Irmãs Franciscanas

Missão

Toda Missão tem origem na Trindade e passa pela missão de Cristo. Não é o (a) missionário (a) que leva o Evangelho, mas é o Evangelho, a força de Deus, que põe o (a) missionário (a) a caminhar.

O (A) Missionário (a), como Jesus, é itinerante e por isso, quando é chamado, deixa tudo para estar livre e desimpedido para a missão que Deus lhe chama. Numa Congregação religiosa esta “itinerância” acontece no mudar de funções, residências e país. A Missão implica num desenraizamento geográfico e cultural permanente.

Como Irmãs Franciscanas somos convocadas e intimadas a atender a este chamado missionário para atuar nas regiões mais carentes junto aos povos mais sofridos. Sendo presença de Paz e Bem. “Nós, religiosas não podemos ficar indiferentes, diante de tanta gente que morre sem nenhum atendimento”.

Em nome da Santíssima Trindade começa e prossegue a vida e missão das Irmãs Franciscanas que consiste em:

  • Viver a espiritualidade de São Francisco e Santa Clara;

  • Testemunhar o amor de Deus Uno e Trino, como Jesus Cristo testemunhou;
  • Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo;
  • Atender os mais necessitados.

Pastorais

Hoje, as Irmãs Franciscanas são convocadas pelo Deus da Vida, a ser presença de fé, amor e esperança junto ao povo. O abraço de São Francisco de Assis ao leproso, mostra que devemos tornar-nos próximas dos crucificados que há nas comunidades.

As Pastorais são uma ação da Igreja tanto no campo social como evangelizador, junto às crianças, adolescentes, jovens, famílias, desempregados, encarcerados, doentes, sem terra, sem teto...

Atuando nessas pastorais, somos chamadas a ser presença acolhedora, solidária, colocando-nos a serviço da causa dos direitos e promoção humana libertadora, denunciando tudo o que mata e destrói a vida. A nossa missão junto a comunidade dos pobres é Evangélica e Evangelizadora procurando ser um reflexo fiel da atitude de Jesus, que veio para anunciar aos pobres a Boa Notícia ( Cf. Lc 4,18).

Educação

Continuamos a missão de educar nos mais diversos modos, seja na catequese, educação de jovens e adultos, no trabalho junto às mães e gestantes na Pastoral da criança e em outros trabalhos. É uma educação alicerçada nos valores cristãos de solidariedade, fraternidade, respeito, integração, exercício do perdão, valorização da pessoa, ética nas relações e na convivência, valorização do estudo, consciência ecológica e exercício da cidadania que favorecem o desenvolvimento e a dignidade da pessoa humana.

Na tarefa de educar a Irmã Franciscana:

  • Acreditar na pessoa humana e em sua capacidade de transformar-se, ultrapassando-se e encontrando-se com Deus, realização última do Ser Humano.

  • Acreditar na força da participação, no trabalho de conjunto, na união de forças com vistas a uma meta bem definida.

  • Promover a educação de cidadãos dispostos a fazer um mundo melhor, possibilitando o crescimento integral da pessoa, proporcionando a descoberta da dignidade e dos valores.

Espiritualidade

É uma experiência que vem da nossa união com Deus e tem força transformadora sobre nossa maneira de ser, viver e nos relacionar. Sem espiritualidade é impossível sustentar a Consagração.

Para São Francisco de Assis o despojamento do Filho de Deus feito homem na Encarnação, o doar-se em alimento nas espécies de pão e vinho na Eucaristia e dar a vida para a redenção de todos na Cruz eram as fontes onde ele encontrava as forças necessárias para não vacilar no seguimento de Jesus Cristo, que esvaziou-se de si mesmo para cumprir a vontade do Pai

Na compreensão de Francisco, a Trindade é criadora e faz parte do plano constante de salvar a vida e a história. A Trindade aperfeiçoa e diviniza o humano. A habitação da Trindade no coração humano constitui verdadeiramente para Francisco o fim de toda oração, de toda a missão e de toda a penitência.

A Espiritualidade da Irmã Franciscana, onde Deus é a imanência plena. Ela vai se constituindo com o exercício e o hábito da interioridade e acontece quando acolhemos o Espírito Santo e agimos na liberdade de espírito (Cf. I Cor. 2,11).

É também esta experiência de Deus que São Francisco, Santa Clara de Assis nos transmitiram.


Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus

Sob o lema "A caridade de Cristo nos impele", as Irmãs Apóstolas, através do seu serviço missionário, dão continuidade ao grande sonho de Madre Célia, que é "levar o amor do Coração de Jesus a todas as pessoas".

Desde o inicio, Clélia Merloni não colocou limites geográficos aos serviços de suas filhas para o Reino de Deus.

Somente as necessidades da Igreja ditavam onde as apóstolas deveriam desenvolver seu apostolado, levando o amor do Coração de Jesus ao mundo.

Em 1900 o impulso missionário trouxe as primeiras Irmãs para o Brasil.

A Apóstola do Sagrado Coração de Jesus é chamada a ser no mundo e para o mundo a presença do Coração terno e misericordioso de Jesus, que ama, acolhe e se põe a serviço do irmão que sofre.

O carisma que Madre Clélia recebeu concretiza-se no projeto:

  • SER APÓSTOLA COMO OS APÓSTOLOS, que se espalharam pelo mundo para tornar o Coração de Jesus mais conhecido e mais amado, sendo fiéis ao seu mandato: "Sereis minhas testemunhas até os confins da Terra";

  • SER APÓSTOLA DO AMOR, refletindo a ternura de Deus sobre o irmão que sofre;

  • SER APÓSTOLA REPARADORA, reconstruindo a imagem de Deus, desfeita nos irmãos e irmãs, especialmente nos mais pequeninos.

Agradecendo a Deus pelo dom de nossa VIDA e MISSÃO, precedemos nossas celebrações com dias de preces, palavras e presentes para as pessoas homenageadas.

É uma forma cristã e fraterna de demostrar nosso carinho e consideração para com as pessoas que Deus colocou em nossos caminhos.

Identidade Carismática da Apóstola

O amor ao Coração de Cristo é o centro da vida mística, ascética e apostólica das filhas de Madre Clélia Merloni.

A devoção ao Coração de Jesus é vivida pela Apóstola, na sua dimensão mística, como relação de amor, que tem as suas origens na experiência da caridade de Cristo e no seu empenho pessoal em retribuir este amor.

Como Apóstola do Amor, ela se deixa atrair pelo Coração de Jesus vivo e presente na Eucaristia. A Celebração Eucarística é o centro da sua vida, em torno da qual a comunidade inteira se une num só coração e numa só alma. A Apóstola é convidada a confrontar-se com a Palavra de Deus na Sagrada Escritura; a alimentar-se na oração comunitária e pessoal; a cultivar uma intensa devoção eucarística e mariana.

Apóstola Reparadora

A Reparação é para a Apóstola participação ativa no plano Redentor de Cristo. A realidade do pecado do mundo e da própria infidelidade e inconstância sensibilizam a Apóstola a ter um coração reparador, que toma sobre si todos os sofrimentos da Igreja e da humanidade e os apresenta ao Pai na oração, da qual recebe a força para reparar a indiferença e a ingratidão de muitos, diante do sacrifício redentor de Cristo, que nos amou e se deu a Si mesmo por nós.

Ela colabora com a Igreja na construção da civilização do amor, sobre as ruínas provocadas pelo egoísmo, pelo ódio, pela violência, abrindo horizontes de esperança, de justiça e de paz, sobre o futuro da humanidade.

Apóstola como os Apóstolos

Escolhendo o título de “Apóstolas”, Madre Clélia quis suas filhas animadas pelo mesmo ardor dos Apóstolos: “Aprendamos a ser Apóstolas não só de nome, mas segundo o espírito dos Apóstolos”. Ela desejava que as suas filhas levassem a todos os povos, nas diversas realidades sociais, a palavra que ilumina, a fé que salva, o exemplo que convence, o sacrifício de si mesmas que redime, o amor que jorra do próprio Coração de Cristo.

Devoção

A espiritualidade do Coração de Jesus tem seu fundamento no mistério, na Pessoa e no lado aberto de Cristo, que contemplamos sobretudo no alto da Cruz.

No curso da história, o culto ao Sagrado Coração de Jesus conheceu formulações devocionais muito diversas.

As experiências místicas de Santa Margarida Maria Alacoque contribuíram, para a difusão do culto, enfatizando as 12 promessas feitas por Cristo àqueles que honrassem o Seu Sagrado Coração. Em tais promessas estava implícito um ritual de práticas simples e de fácil compreensão que, em poucos anos, se difundiu em muitos países.

A autêntica espiritualidade ao Sagrado Coração de Jesus, hoje, pode ser vista como: a coragem do testemunho, a humildade do serviço, a alegria da gratuidade e o compromisso para a missão. "O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que, pela virtude do Espírito Santo, transbordeis de esperança!" (Rom 15,13).

Entronização

A Entronização do Coração de Jesus é um recurso para expressar nosso amor a Deus, manter viva a fé, ter presentes os compromissos cristãos dentro e fora do lar. É abrir as portas da casa e do coração para acolher a mensagem de Jesus. Consiste em colocar a imagem ou o quadro de Jesus, em um lugar especial da casa, para recordar a presença de Cristo no lar. A imagem traz em destaque o coração como símbolo do amor de Jesus por nós. Amor que se revela e tem continuidade através da vida de amor em família.

É necessário criar um ambiente de família, onde o amor predomine; um ambiente voltado para Deus e para os valores eternos, onde se cultiva a fé, onde a família tenha momentos de oração e viva os compromissos de cristã, católica; onde Jesus é recebido como alguém que está próximo, que ama a cada um e que merece o amor de cada um da família.

Que Jesus esteja bem no centro da família, sendo ponto de união e fonte de amor. Que o Coração de Jesus tenha um lugar muito especial em nossos lares, o principal lugar!

Espiritualidade

A espiritualidade das Apóstolas é a espiritualidade que contempla, sobretudo, o Sagrado Coração de Jesus como fonte de misericórdia.

Qual o segredo íntimo dessa espiritualidade? O amor. Um amor total, sem limites, sem egoísmos, como o de Jesus que se doou totalmente, que entregou toda a sua vida nas mãos do Pai, em favor dos homens. Essa espiritualidade, portanto, brota das fontes da espiritualidade cristã e assim se revela:

  • É uma espiritualidade do Coração, o Sagrado Coração de Jesus é a expressão e a revelação do amor de Deus pela humanidade.

  • É uma espiritualidade centrada na pessoa de Jesus Cristo, portanto, cristocêntrica. Jesus é o centro da motivação e das ações missionárias das Apóstolas.

  • É uma espiritualidade Eucarística. Madre Clélia recomenda: "A Eucaristia seja o sol de nossa vida".


Irmãs Missionárias do Precioso Sangue

Charisma

O nome, Irmãs Missionárias do Precioso Sangue, não foi escolhido ao acaso.

Missionárias: as irmãs trabalham onde for preciso, e especialmente:

  • onde as pessoas ainda não conhecem ou desconhecem a Boa Nova do Evangelho

  • onde é necessário fazer trabalho social, educativo, ou pastoral
  • onde falta o modelo de vida fundamentado no Evangelho que torne possível um caminho para a paz e a justiça
  • onde a igreja local requer ainda apoios à conquista de uma maior autonomia.

O nome de Precioso Sangue lembra-nos sempre o amor redentor de Cristo, que deu o seu Sangue por nós. Queremos dar a todos esta alegria!

Os nossos fundadores, o Abade Francisco Pfanner e a Madre Paula Emunds, deixaram-nos muitas das suas muitos frases preferidas. Uma pequena selecção destas é reveladora da espiritualidade das Irmãs Missionárias do Precioso Sangue:

  • "Quando as irmãs vão ter com as pessoas em suas palhotas deviam ser conhecidas pela sua devoção, dedicação, piedade, obediência e alegria. Nada se consegue com mau feitio, mau humor ou maus modos." (Abade Franz)

  • "O que alguém faz com gosto, também o faz com amor e mil cuidados." (Madre Paula)

  • "Ninguém fez tão boa descrição da mulher de força como o Rei Salomão (Prov 31). A mulher forte é pragmática, compreensiva, trabalhadora, está sempre ocupada e dá o que tem." (Abade Franz)

  • "Lont nit lugg! Não desistas, não vaciles!" (Abade Franz)

  • "Cada um de nós, cada irmã, deve ser com um archote cuja chama possa crescer e cujo fogo tudo possa alcançar." (Abade Franz)

  • "A nossa Missão é o Reino de Deus, e esse não tem fronteiras." (Abade Franz)


Irmãs Beneditinas da Providência

Espirituialidade e Missão

O Instituto tem como finalidade: a gloria de Deus, reconhecido na nossa historia e procurado através da nossa santificação no fiel seguimento de Cristo mediante os Votos de Castidade, Pobreza e Obediência, na conformidade a maneira de viver de Benedita, na vida fraterna em comum e nas varias formas do apostolado próprio do nosso Instituto.

Nós, irmãs Beneditinas da Providência, nos qualificamos pela espiritualidade do abandono na Amorosa Providência e a nossa primeira tarefa é a total dedicação a Deus na procura constante de aprofundar, Crianças Gamaapresentar e testemunhar os sinais da sua Presença e no ser dóceis instrumentos do seu amor providente, sabendo que “no abandono confidente esta a nossa força”.

O nosso Instituto tem fisionomia apostólica caritativa. Segundo o espírito das bem-aventuranças, vivido da Fundadora, as irmãs servimos a Deus trabalhando pela salvação do próximo, particularmente acolhendo as crianças e jovens carentes ou com dificuldades; na educação, na instrução e na formação integral dos jovens, com particular atenção aos abandonados e carentes de meios econômicos; no esforço pela promoção humana e cristã da família; no serviço as pobres e a os que sofrem.

Esta nossa inicial missão apostólica educativa, a queremos conservarno tempo com fidelidade e vigilância, com renovada sabedoria nas obras e na abertura para com as novas formas de atuá-la, sabendo de ser “instrumentos” os menos adequados, para obrar o maravilhoso prodígio “educativo”, mas escolhidas por Deus para o Servir em uma obra “tão excelente e santa”, que Ele mesmo cria e promove.


Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo

Quem somos nós

Somos Filhas da Caridade, servas dos Pobres. Nascemos em Paris em 1633, fundadas por São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac para servir os pobres nas múltiplas formas de pobreza.

Fiéis ao nosso carisma, disponíveis a este serviço, convictas de que “servindo os Pobres servimos Jesus Cristo que disse: 'o que fizerdes ao menor dos meus é a mim que o fazeis.'” A Companhia é uma Sociedade de Vida Apostólica, em comunidade de vida fraterna, que se compromete a viver total e radicalmente os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, para estar mais disponível para sua finalidade: o serviço de Cristo nos Pobres.

Para as Filhas da Caridade, o serviço de Cristo nos pobres, com o qual se comprometem por um voto específico, é um ato de amor afetivo e efetivo, expressão por excelência do estado de caridade.

A vida das Filhas da Caridade busca harmonizar as exigências da missão com outras dimensões da vida. Alia contemplação e ação, alimentada pela Eucaristia, fonte de vida espiritual, pela oração, sob a proteção de Maria, modelo de escuta e de acolhimento da vontade de Deus.

Espiritualidade

A ação apostólica das Filhas da Caridade alimenta-se da contemplação a exemplo do Filho de Deus que, embora intimamente unido ao Pai, retirava-se muitas vezes para rezar. (...)

Os Fundadores lembram às Filhas da Caridade que elas não podem subsistir se não fizerem oração. Entretanto, quando as necessidades urgentes do próximo o exigem, devem saber deixar Deus contemplado na oração para reencontrá-lo no pobre” (Constituição 21).

A espiritualidade vicentina é um caminho de santidade. Seguindo os passos de São Vicente de Paulo e de Santa Luísa de Marillac, muitos homens e mulheres entregaram suas vidas a Deus no serviço de Cristo nos Pobres e assim, se santificaram.

Missão

"As Filhas da Caridade, em fidelidade a seu batismo e em resposta ao apelo de Deus, doam-se inteiramente e em comunidade ao serviço de Cristo nos pobres, seus irmãos e irmãs, com um espírito evangélico de humildade, simplicidade e caridade. Um mesmo amor anima e dirige sua contemplação e seu serviço. Sabem, pela fé, que Deus as espera nos que sofrem" (Constituição 7).

As Filhas da Caridade buscam harmonizar as exigências da missão com outras dimensões da vida. Aliam contemplação e ação, alimentada pela Eucaristia, fonte de vida espiritual, e pela oração, sob a proteção de Maria, modelo de escuta e de acolhimento da vontade de Deus.

Comprometida com a causa do pobre, opção fundamental da Companhia, a missão passa por atividades concretas que exigem amor, conhecimento da realidade, competência e preocupação com a justiça social inspirada na caridade.

Visando ampliar e garantir continuidade da presença vicentina junto aos pobres, as Irmãs empenham-se em despertar e formar multiplicadores da ação vicentina, isto é, pessoas que amem e respeitem os pobres e lhes assegurem atendimento em seus sofrimentos e necessidades.


Congregação dos Santos Anjos

Quem Somos

A Congregação dos Santos Anjos foi fundada por Madre Maria São Miguel Poux, a 15 de outubro de 1831, em Lons-le-Saunier, França.

Espiritualidade

A Espiritualidade das Irmãs dos Santos Anjos se inspira nos Anjos - Adoração, Louvor, Contemplação, Serviço – e nas virtudes de Humildade, Simplicidade e Zelo”.

A Espiritualidade é o modo de viver, que abre a pessoa para buscar a água que mata a sede e que a transforma.

Três são as características básicas da Espiritualidade:

  1. Profunda intimidade com Deus;

  2. Amo intenso à Pessoa de Jesus Cristo;
  3. Doação total de si mesma a Deus, na pessoa do outro.

Ressaltamos, aqui, as seguintes frases, tiradas dos documentos “Plano Geral do Instituto, das Constituições e Diretório”, e que enriquecem nossa Espiritualidade:

  • Conhecer, louvar, adorar, amar as perfeições de Deus.

  • Esta Congregação, tendo como objetivo a glória de Jesus Cristo (...) todos os seus membros devem olhá-lo como o Modelo e o Fim de todas as suas ações.

  • Crescer no amor - grande dever (missão) das Irmãs dos Santos Anjos - Atiçar o fogo nos seus próprios corações e nos de suas alunas e de seus alunos.

Carisma

Nossa Vocação é a dos Anjos: presença de Deus, no Serviço à Vida, por Amor”.

Podemos assim justificar nosso Carisma:

  • O Plano do Amor de Deus é que todo homem tenha Vida plena (Jo 10,10).

  • Na Sagrada Escritura, a manifestação do Anjo é sempre Presença de Deus, em defesa da Vida.

  • Como os Anjos - Mensageiros - queremos ser esta Epifania de Deus, através de Jesus Cristo, em qualquer mediação.

Devemos ater-nos sempre ao aspecto de nossa Vocação e Missão de Anjo.

Ser Anjo é ser Presença de Deus, do Deus invisível, mas percebido através de nossa atenção, sensibilidade, bondade, presença”.

O Carisma que enriqueceu Madre Maria São Miguel continua vivo em nós, Religiosas dos Santos Anjos, fecundando, pela ação do Espírito, nossa Missão na Igreja e no mundo.

Texto Fundador

Seja feita a Tua vontade, que Teu Reino aconteça.” (Mt 6, 9-10)

Nossa Mãe Fundadora, em muitas situações, falava às suas Filhas mostrando que só o espírito de fé garante a constância na vida religiosa autêntica. Em uma dessas ocasiões disse: “Para a glória de Deus tudo pode servir. Tudo o que se oferece a Deus com o desejo de Lhe ser agradável conta certamente” (conferir Ladame, pág. 416 § 1º).

Conforme A Dimensão 1 – Experiência de Deus – Carisma - Linha de Ação nº 4, do Projeto Apostólico do XXV Capítulo Geral que diz: "Pesquisar qual o texto bíblico inspirador da fundação da Congregação, através de estudo e aprofundamento de nossos documentos", durante três anos, as Irmãs estudaram diversos Documentos da Congregação e, numa Assembléia Geral, chegaram ao texto acima exposto.

As quatro idéias fortes que aparecem no começo de nossa Congregação foram:

  1. "Que teu Nome seja santificado".

  2. "Que tua vontade seja feira".
  3. "Que teu Reino aconteça".
  4. "Tudo para a maior glória de Deus".

Essas quatro idéias aparecem nos três iniciadores dos Santos Anjos e no Bispo Fundador:

  1. ANNE VIRET: Foi ela quem sentiu na pele o problema – O nome de Deus não era santificado na classe burguesa. Por isso vai repetir “Que teu Nome seja santificado, que teu Reino aconteça”. Vai ensinar às alunas essa inspiração, e no momento de sua morte, “abandonando-se ao desejo de se reunir ao divino e único objeto de sua ternura, tudo nela dizia: ‘Que teu Nome seja santificado’. O’ Jesus, ‘Que teu Reino aconteça’ ” .

  2. PÈRE AGATHANGE: Percebe a lacuna na classe burguesa. Sua invocação era também, “Que teu Nome seja santificado”.

  3. ÉLISE POUX: Deixa um ideal pessoal, para fazer a vontade de Deus, manifesta nesta obra já começada. Dirá também: “É o tempo de dizer com fervor: Que teu Reino aconteça”. Quem mais do que Élise buscou sem parar a vontade de Deus? “Que tua vontade seja feita” era lei no seu coração, dizia Marie Franco.

  4. Mgr. DE CHAMON: Coloca no início da Aprovação da Congregação: “Tudo para a maior glória de Deus”. Muitos são os textos que nos lembram este fim.

Isto, sem falar da própria MARIE FRANCO, que escreve claramente: “E foi essa inspiração que deu nascimento à Congregação dos Santos Anjos”.

Toda frase bíblica é para todo mundo mas os meios para viver o texto escolhido, virão através de nossas mediações, nosso Carisma, Espiritualidade, Constituições...


Filhas de Jesus

Quem Somos

Nós, as Filhas de Jesus, somos mulheres consagradas a Deus, seguidoras de Jesus Cristo e dedicadas ao serviço dos irmãos, através da educação cristã. Educar evangelizando e Evangelizar educando é a maneira que nos distingue no exercício da missão e nos realiza na doação de nossa vida aos irmãos e irmãs, de todas as classes sociais.

Somos Filhas de Jesus e este nome significa que somos chamadas a sermos de seu grupo, pertencer a sua comunidade e segui-lo como discípulas. Ser Filha de Jesus é olhar o mundo, as pessoas com o olhar Dele, procurar viver como Ele viveu, buscar fazer o bem às pessoas, tratá-las como filhas de Deus, buscando realizar o sonho do Pai sobre a humanidade.

Nossa família religiosa se sente chamada a viver uma atitude filial para com Deus-Pai, caracterizada pela confiança, a segurança em seu amor incondicional, a semelhança de Jesus. O Pai nos convida continuamente a viver a fraternidade para com todas as pessoas, na gratuidade, simplicidade e alegria.

Outra nota que nos distingue é a devoção a Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, Estrela de nossos caminhos. Ela nos acompanha no nosso fazer educativo como exemplo de doação e confiança no Filho.

Vocação e Missão

As FILHAS DE JESUS cultivam cinco grandes paixões em sua vida:

DEUS-PAI: com o qual buscam viver uma profunda familiaridade, porque é PAI providente e não abandona a nenhum de seus filhos e filhas.

JESUS CRISTO: centro da vida, amante e amado, com o qual a FILHA DE JESUS deseja parecer-se, identificar-se, por amor, assim como uma filha se parece a seu pai.

MARIA IMACULADA: Mãe e modelo de resposta e de fidelidade a Deus Pai; mulher simples, atenta e aberta às necessidades dos outros; estrela e guia dos caminhos da Congregação.

A PESSOA HUMANA: lugar predileto da presença de Deus, de quem as FILHAS DE JESUS, através do serviço e do testemunho, querem ser irmãs, servidoras e solidárias.

O MUNDO: lugar de missão. Como continuadoras da missão de Jesus, fazendo com que Ele se torne conhecido e amado por todas as pessoas como FILHO de Deus-Pai, encarnado por amor à humanidade inteira. Por Ele se fazem DISPONÍVEIS para ir a qualquer lugar onde sejam enviadas em missão, sobretudo aos lugares mais necessitados.

Chamadas a gerar VIDAS e a fazer brotar VIDA, onde quer que estejam, as FILHAS DE JESUS são chamadas a ser sinal e presença do amor de Deus-Pai, sobretudo, lá onde a vida está mais ameaçada e desprotegida, ajudando a sustentar a esperança e a utopia de uma VIDA PLENA num MUNDO NOVO, no qual todos possam viver como FILHOS(AS) e IRMÃOS(ÃS).


Irmãs Ursulinas

Quem Somos

... como Ursulinas, têm a missão de fazer todo bem possível!”

O Instituto nasceu do coração ardente de um pároco, Pe. Zefirino Agostini, em 1860, Verona – Itália, que percebeu a importância da mulher na sociedade e na Igreja.

Como um pequeno grão de mostarda, fecundado pela graça de Deus, o grupo que iniciou a ‘escola de caridade’ cresceu, e com espírito de pertença à Igreja...

As Irmãs Ursulinas ... são religiosas que optaram por seguir Jesus Cristo casto, pobre e obediente, na simplicidade, humildade e alegria, testemunhando que a comunhão com Deus dignifica a pessoa humana, dilata o coração abrindo-o às dimensões do mundo, tornando-se capazes de gerar e cuidar da vida. “A maternidade espiritual, muito mais forte que a maternidade física, gera filhos para Deus e cria laços eternos porque Deus é eterno”.

Vivem em comunidades fraternas e procuram unir a ação e a contemplação, na dedicação constante a sua missão de mães espirituais, amigas e irmãs das crianças e das jovens, com um olhar preferencial pelas mais pobres e necessitadas.

Exercem a missão nas instituições assistenciais, creches e em todas as atividades de formação humana e cristã das crianças, adolescentes, jovens e famílias...

As Irmãs Ursulinas ... são herdeiras da missão educativa de Pe. Zefirino que, respondendo a pergunta “Quem são?”, dizia: “Dizer aos outros quem somos é contar o que Deus fez por nós, significa dizer que a nossa vida não consiste em fazer grandes coisas, mas está toda em fazer a vontade do Pai.

A Irmã Ursulina é, então, uma mulher consciente da própria dignidade e valor para ser criatura à imagem de Deus e testemunha do Seu amor.

Chamada e consagrada para pertencer unicamente a Jesus, d’Ele haure o amor e o zelo pela salvação, sobretudo da juventude.

Educar para a Ursulina é servir a vida em todas as suas expressões para que se difunda a cultura do amor, de um amor sem limites, iluminadas e protegidas pela Imaculada.

Espiritualidade Ursulina

A Irmã Ursulina sabe que ninguém atua sozinho na missão e, menos ainda, educa. Com esta mentalidade ‘comunitária’, ela procura sempre se integrar e favorecer uma pastoral de conjunto.

Nas paróquias de periferia, ou de pequenas cidades, lugares preferidos da Congregação, ela se dedica à catequese, animação litúrgica, educação humana e cristã de crianças, adolescentes e jovens, formação de lideranças cristãs, orientação de grupos de jovens para que cada um descubra o projeto de Deus e responda com generosidade.

O Pe. Zefirino quis as Ursulinas como colaboradoras de Cristo Jesus na formação da mente e do coração da juventude. Os Apóstolos tiveram a missão de evangelizar o mundo inteiro e as Ursulinas têm a missão de fazer todo o bem possível, especialmente à juventude feminina.


Irmãs Terciárias Capuchinhas da Sgda Família

Quem somos?

Somos uma família religiosa, com forma de vida evangélica, segundo os ideais de São Francisco de Assis. Tendo como modelo de vida a Sagrada Família, vivendo em pobreza, minoridade, obediência, serviço, penitência, vida fraterna e alegre. Estamos atentas aos sinais dos tempos e a providência, como atitude característica de nosso fundador.

O que fazemos hoje?

Trabalhamos em...

  • Assistência Social em forma de proteção a crianças e adolescentes em Centros Educativos;

  • Na área educacional;
  • Na Pastoral paroquial com formação de leigos e nas pastorais;
  • Em asilos de ancianos;
  • Em missões fora e dentro do país.

Características dos Religiosos e Leigos Amigonianos:

Atitudes de Bom Pastor em gestos concretos, misericórdia a todos levando o Amor do Pai, sendo missionários do Reino no país que estejam e entrega apostólica a favor dos necessitados.

Valores Importantes:

  • Viver em Fraternidade de irmãos;

  • Vida de oração e contemplação;
  • Partilha;
  • Simplicidade e Alegria;
  • Opção pelos necessitados e excluídos.


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