Nossa Senhora da Cabeça

Nossa Senhora da Cabeça

Numa noite, 12 de agosto de 1227, o pastor João Rivas, ouvindo mais distantemente o som da campainha, seus olhos depararam com um brilhante luzeiro no alto do Monte Cabeça. Ele, sem dúvidas nem medo, partiu em direção ao Célebre pico. Chegando lá, ouviu o toque da campainha saindo da gruta, de onde saíam também, raios luminosos. Entrando na caverna viu, sobre as pedras, uma belíssima Imagem de Nossa Senhora, e a campainha que presa a um galho, ao lado da Virgem, continuava a bater.
A HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DA CABEÇA

Reproduzimos aqui a história da origem da devoção a NOSSA SENHORA DA CABEÇA, segundo o Manual do devoto, escrito por uma Confraria de Nossa Senhora da Cabeça da Catedral do Rio de Janeiro, edificada em 1910.

Eis o resumo das notas do Manual:
NUESTRA SENORA DA CABEÇA possui uma história maravilhosa, que teve seu início no ano de 1227, nos contrafortes da SERRA MORENA, ANDALUZIA, região espanhola, onde fica situada a cidade de ANDUJAR, a 18 km. do pico denominado CABEÇA. As terras ao lado da montanha eram utilizadas como pasto, sobretudo para criação de carneiros, vigiados por pastores. Gente simples, pobre e religiosa. Dentre eles, JOÃO ALONSO RIVAS, natural de Granada, filho de cristãos cativos e fugitivos da tirania dos mouros, dos Árabes. Durante a fuga, João Rivas perdeu um braço.

João era muito piedoso e muito devoto da Virgem Maria, a quem dedicava suas orações, enquanto apascentava suas ovelhas. Por várias vezes, parecendo vir do alto da montanha, ele ouvia um toque de campainha. Pensava: “deve ser pura imaginação, coisa de um viver solitário, nestas terras altas”.

Numa noite, 12 de agosto de 1227, o pastor João Rivas, ouvindo mais distantemente o som da campainha, seus olhos depararam com um brilhante luzeiro no alto do Monte Cabeça. Ele, sem dúvidas nem medo, partiu em direção ao Célebre pico. Chegando lá, ouviu o toque da campainha saindo da gruta, de onde saíam também, raios luminosos. Entrando na caverna viu, sobre as pedras, uma belíssima Imagem de Nossa Senhora, e a campainha que presa a um galho, ao lado da Virgem, continuava a bater. Voltando ao normal, João dirigiu-se à Mãe de Deus e perguntou: “fostes vós, ó minha Mãe, que pelo vosso influxo me atraístes à Vossa presença, para divulgar os Vossos desígnios? Se assim é, dizei-me o que devo fazer e a Vossa vontade será cumprida”. E uma voz dulcíssima, que parecia vir do céu, falou-lhe assim: “Não temas, servo de Deus. Vai à cidade de Andujar e dizei a quantos encontrares que chegou o tempo de cumprir a vontade de Deus, fazendo construir neste lugar, um templo, onde hão de operar os prodígios em favor dos que acreditarem”. João prometeu à Virgem Mãe de Deus, fazer tudo quanto Ela ordenara. Temendo que os habitantes de Andujar achassem que ele fosse um louco visionário ou impostor, recebeu de Nossa Senhora o SINAL: “Vai cristão venturoso! O testemunho de suas palavras será o teu braço perdido que eu te restituo”. João Rivas viu seu braço direito perfeitamente são. Ao clarear do dia João Rivas, tendo à frente o Vigário e outras autoridades, foram ao Monte Cabeça, lev aram a Imagem em triunfo para Andujar e foi aclamada Padroeira sob a invocação de NOSSA SENHORA DA CABEÇA.

Daí em diante, foram multiplicando-se os milagres operados por Deus, pela intercessão da Padroeira. Dentre os muitos milagres realizados, teve grande repercussão o que se deu em favor de um nobre senhor condenado à morte (cortar a cabeça), o qual fez voto de ir, se a Virgem o salvasse, depositar uma cabeça de cera aos pés da Sagrada Imagem. Além de fazer o milagre pedido, na hora da execução da pena de morte, a multidão em delírio, viu chegar o mensageiro do rei trazendo a graça ao condenado: “ A Virgem o libertou!” O feliz agraciado cumpriu seu voto e é em recordação de tão extraordinário acontecimento que a partir daí , nos Santuários dedicados à Nossa Senhora da Cabeça, a Imagem dela é representada trazendo na mão direita, uma cabeça.

Do Rio de Janeiro, Ela saiu para chegar a Perdizes:
Em 1948, o lojista Sr. Aristonides Afonso do Prado e sua esposa D. Maria Luiza, perdizenses, trouxeram do Rio de Janeiro, esta IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA CABEÇA, para nossa cidade de Perdizes, e juntamente com o Vigário, o Revmº. Pe. Henrique Oliver, fizeram a primeira festa em novembro de 1948, distribuindo a Oração da Novena. O motivo de tudo isso foi uma grave doença que padecia o Sr. Aristonides e da qual foi curado, totalmente, em razão da promessa feita a NOSSA SENHORA DA CABEÇA.
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