Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil

Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil

As primeiras décadas do século XVIII no Brasil não foram nada fáceis. O declínio do açúcar nordestino, a aparição de uma nova corrida aurífera no sudeste, especialmente em Minas Gerais, a concorrência de muitos "senhores" pelo monopólio da nova região do ouro, os conflitos entre negros e colonos portugueses, entre índios e os chamados "bandeirantes", bem como a grande distância do território nacional e as dificuldades nas comunicações, marcavam um panorama de tensão e de grande preocupação pelo futuro da nação, que ainda estava em formação...
História
Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil


As primeiras décadas do século XVIII no Brasil não foram nada fáceis. O declínio do açúcar nordestino, a aparição de uma nova corrida aurífera no sudeste, especialmente em Minas Gerais, a concorrência de muitos "senhores" pelo monopólio da nova região do ouro, os conflitos entre negros e colonos portugueses, entre índios e os chamados "bandeirantes", bem como a grande distância do território nacional e as dificuldades nas comunicações, marcavam um panorama de tensão e de grande preocupação pelo futuro da nação, que ainda estava em formação.

E foi assim que em 1716, um novo governador da província de São Paulo e Minas de Ouro havia sido escolhido, D. Pedro de Almeida e Portugal, conhecido como o "Conde de Assumar". Vinha direto de Portugal com a difícil missão de apaziguar os conflitos na região mineira. Chega em São Paulo em 1717 e vai direto para Minas. Durante a sua viagem, chega no domingo 17 de outubro na vila de Guaratinguetá, após ter percorrido mais ou menos um terço do caminho, para descansar. A cidade recebe-o com grande festa. Passou na cidade 13 dias, sob os atenciosos cuidados do governador da Vila, o Capitão-mor Domingos Antunes Fialho.

Para a alimentação da grande comitiva que acompanhava ao Conde de Assumar, o Senado da Câmara mandou que alguns pescadores fossem conseguir peixes, já que a cidade estava rodeada pelo Rio Paraíba do Sul. E assim aconteceu que...

"Depois de passarem o dia puxando para os barcos redes vazias, os pescadores foram desistindo um a um, restando apenas uma canoa com Domingos Alves Garcia, seu filho, João Alves, e seu cunhado, Felipe Cardoso. Os três resolveram tentar mais um pouco e, numa das redes recolheram uma pequena imagem sem cabeça. Jogaram a rede novamente, e trouxeram o que restava da estatueta. Os pescadores embrulharam as duas peças cuidadosamente e decidiram jogar uma última rede. Desta vez, recolheram muitos peixes. E continuaram a pescaria até o barco quase afundar. Os três pescadores voltaram para suas casas com a imagem e os bolsos cheios pela venda dos peixes".

Havia ocorrido um milagre! Inexplicável como pode ser que em três lançadas de rede ao rio, se retirasse, continuamente, um corpo, logo sua cabeça, e mais tarde uma incrível quantidade de peixes. Felipe Pedroso, profundamente católico e tocado pela experiência, viu e creu. Foi intercessão da Virgem Maria, Mãe de Deus! Levou, então, a pequena imagem para a sua própria casa e poucos dias depois começou a organizar orações, sobretudo a reza constante do terço. Novos milagres foram acontecendo e a piedade foi aumentado incrivelmente. Já em 1748, pelo testemunho de alguns padres jesuítas que aí foram visitar, "eram muitos os que aí se reuniam para pedir ajuda e proteção à Senhora que eles chamam, piedosamente, de a "Aparecida"".

A padroeira
Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil


A imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida pesa 2,765 kg e mede 39 cm com o pedestal de prata. É feita de terracota, material que adquiriu uma cor castanho-dourada depois de ficar anos no leito do rio. Como um dos primeiros milagres da Nossa Senhora Aparecida foi a libertação de um escravo acorrentado, a cor da estátua passou a ser interpretada como um vínculo simbólico da mistura racial brasileira. Pela análise do material original e do estilo de modelagem, especialistas acreditam que a estátua é seiscentista, oriunda de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, onde vivia o monge beneditino e escultor Frei Agostinho de Jesus. A autoria, no entanto, não foi confirmada.

A estátua da Nossa Senhora “Aparecida” foi colada com cera e colocada num altar de família, em agradecimento ao milagre dos peixes. Durante os 28 anos seguintes, a imagem da santa peregrinou por várias casas da família. Virou referência para outros moradores da Vila, que acorriam à casa do pescador e de seus familiares sempre que queriam pedir algo para a santa ou pagar uma promessa. Em 1745, a imagem foi levada ao altar de uma igreja construída no alto do Morro dos Coqueiros, conhecida hoje como Basílica Velha. Ali ela atraiu milhares de fiéis de todo o país, incluindo a princesa Isabel, que em 1888, durante sua segunda visita à basílica, deixou como ex-voto a coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis que cobre a cabeça da santa até hoje.

A fama de milagreira de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tirou de São Pedro de Alcântara o título de padroeiro do Brasil. O santo havia sido escolhido pelo então imperador D. Pedro I, que tinha o nome do santo, devoção por ele e que afirmava não poder reger os negócios da coroa sem a ajuda celeste. A pedido do imperador, o santo foi confirmado no posto pelo papa Leão XII. Mas como o santo era praticamente desconhecido, Aparecida ganhava notoriedade e a República precisava de um novo símbolo, o papa Pio XI, em 16 de julho de 1930, declarou-a como padroeira do Brasil. Em 31 de maio do ano seguinte, o então presidente do país Getúlio Vargas declarou oficialmente a imagem de barro da Conceição Aparecida padroeira do Brasil.
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